24 outubro 2011

Dízimo-Doutrina da Lei


1. Textos bíblicos padronizados e, até então, inquestionáveis,
adotados pela doutrina evangélica dizimista.

Os textos adotados para estabelecer e, biblicamente, justificar, a prática da doutrina  dizimista e, também, para dar efeito e aspecto inquestionável como conduta determinada ou ordenada por Deus, que dominam quase totalmente os ministérios ou denominações que se chamam evangélicos, são:

1.a. Texto bíblico do padrão inquestionável 1:

"O dízimo existiu antes da lei dada através de Moisés, pois, Melquisedeque recebeu dízimo de Abraão".

Texto bíblico:
Gênesis 14: 18 – 20

"E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho, e era este sacerdote do Deus Altíssimo.
E abençoou-o e disse: Bendito seja Abrão do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra;
E bendito seja o Deus Altíssimo que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E deu-lhe o dízimo de tudo."


Confirmam que os dízimos entraram para a lei:
Os argumentos baseados no entendimento de que os dízimos existiam antes da lei, explicitamente só ratificam que os dízimos entraram para a lei, ou seja, na própria tentativa de negar que é lei, confirmam que é lei do Velho Testamento.
Até então, o pacote-pronto-doutrinário-inviolável-inquestionável estava soberano e sem confrontos, a doutrina do dízimo estava dominando e, qualquer que se levantasse ou levante para questionar é acusado de herege, rebelde, ladrão, anticristo, e por aí vai...
Entretanto, quando a força da interpretação começou confirmar que é lei do Velho Testamento que traz o jugo da maldição e justificação pelas obras da carne, não aplicada aos filhos da graça em Jesus Cristo, ocorreu a urgente necessidade de descobrir novos textos ou novas fórmulas de palavras bem elaboradas, dentro da Bíblia, para não perder a doutrina obstinada ($$$).


Até, parece coerente, tentarem explicar que o dízimo existiu antes da lei, mas, só parece. É argumento inútil, pois, isso afirma que o dízimo entrou para a lei do Velho Testamento. Mas, vamos adiante, interpretando. Nada mais astucioso, para manter no engano, do que encontrar algum texto em que o dízimo tenha sido praticado fora da lei, mas, não atentaram para o detalhe de que, posteriormente, seria apenas formalizado, na lei.
O inimigo conhece a Bíblia, mas, pela mesma Palavra de Deus, conforme a real interpretação, o inimigo cai, fica confundido. Lembra de Jesus quando o inimigo usou a Palavra para tentá-lo? (Mateus 4:1-11)


Jamais desejaria ofender alguém pelo fato de dizer que o "adversário" está interpretando a Bíblia. Mas, quando há engano e erro, proposital ou não, trazendo uma falsa graça evangélica, ao ponto de, blasfemando, ensinarem e pregarem que se não entregar o dízimo perde a salvação da alma e Deus não age em qualquer situação da sua vida, somente "um" é interessado nisso, porque, se viver pela lei do Velho Testamento e debaixo da sua maldição, somando esses ensinamentos totalmente blasfemos contra a Palavra de Deus, e mais tantos outros ensinos de heresias, Jesus Cristo morreu em vão e a graça está anulada.
Somente "um" tem interesse de que o povo, que deveria ser livre e comprado unicamente pela graça, continue cego e escravizado por maldições e jugos que Deus Pai removeu em Jesus Cristo, o Senhor.
O povo, que vive por essa doutrina, acredita estar salvo e, na verdade, não está. É um falso evangelho, usando o nome de Jesus Cristo.


O Senhor Jesus , em determinados momentos, chama alguns de: "filhos do diabo" (João 8:44), "hipócritas" (Mateus 22:18).


Os mais afoitos, neste momento, podem gritar:
"E os sinais? E as boas obras? E dons? E as bênçãos? As curas? Os milagres? Restauração de famílias? Como explicar isso? Não é de Deus?"
Quando era cego, por causa do espírito dessa doutrina, colocava os sinais acima da Palavra de Deus e vivia em conflito, até que, tudo foi desmascarado e colocado à luz, pois, por causa da sinceridade em servir a Deus de coração limpo, Deus ouviu meu clamor, nos gritos do meu silêncio que ninguém ouvia, mas, Deus ouviu. Desses momentos, pelo Espírito Santo, nasceu um cântico intitulado: "O meu dia". Então, para esses, até que acabe a leitura deste livro, fica a passagem do evangelho de Mateus, capítulo 7, versículo 21 em diante.
Sendo certo que, nos capítulos seguintes deste livro, progressivamente, tudo será provado.
 

O apóstolo Paulo, na carta aos Gálatas, capítulo 5 (todo o capítulo é importante para o contexto), há um trecho, que diz:
"Corríeis bem; quem vos impediu, para que não obedeçais à verdade?
Esta persuasão não vem daquele que vos chamou.
Um pouco de fermento leveda toda a massa." 


Este "quem", é o inimigo de Deus, que insere fermento, com toda a sorte de astúcia e persuasão de palavras e discursos bem elaborados, para remover a graça de Cristo.
A massa está levedada, a doutrina dizimista é o fermento.


Para socorrer a doutrina dizimista que, tinha no profeta Malaquias sua coluna, surgem, agora, outras passagens bíblicas e uma delas é esta, de Abraão entregando dízimos para o sacerdote Melquisedeque.


Importante deixar mencionada a passagem do livro de Gênesis, capítulo 26, versículo 5, que diz:
"Porquanto Abraão obedeceu à minha voz, e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos, e as minhas leis."


Até, então, Deus falava e, o que Ele falava, já 
eram mandamentos, regras de conduta, 
estatutos e leis, antes de escrevê-las.
O que Deus falou, antes da lei, posteriormente, entrou para a lei.

Tantos outros procedimentos que não eram da lei e entraram para a lei, por exemplo, Caim e Abel apresentaram suas ofertas ao Senhor 
(Gênesis 4:1...) e, não há referência de como 
deveriam ser feitas mas, a de Abel foi aceita 
porque foi feita por meio da fé do qual Deus 
deu testemunho dos seus dons (Hebreus 11:4) e, somente depois, isso foi regrado para o 
povo de Israel, significando "Sombras de Coisas Futuras", interpretação revelada com significado de coisas espirituais.
Como Abel poderia saber o que agradava a Deus?
Diz a Palavra que Abel fez por fé, e a fé é um dom de Deus.


Essas ofertas continuam sendo apresentadas diante do Senhor, mas outra é a forma delas serem realizadas: orações, jejuns, intercessões, louvor, adoração, ações de graça ... e não animais, alimentos, guardar dia de sábado para ser reconhecido ou considerado justo e justificado como fiel servo de Deus etc.

Hebreus 7:5 - 12, 28, diz: 

"E, os que dentre os filhos de Levi recebem o 
sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão.
Mas aquele cuja genealogia não é contada entre eles tomou dízimos de Abraão, e abençoou o que tinha as promessas.
Ora sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior.
E aqui certamente tomam dízimos homens que morrem, ali, porém, aquele de quem se testifica que vive.

E, para assim dizer, por meio de Abraão até Levi, que recebe dízimos, pagou dízimos.Porque ainda ele estava nos lombos de seu pai quando Melquisedeque lhe saiu ao encontro.
De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico, que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão?
Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei.
(...)
Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui ao Filho, perfeito para sempre."


Por que Abraão entregou o dízimo para Melquisedeque?
Abraão entregou o dízimo para Melquisedeque porque a lei, pelo sacerdócio levítico, já estava nos lombos de Abraão, que determinaria fazer assim e, não, porque Melquisedeque, representando hoje Jesus Cristo, faça com que, em Jesus Cristo, na Nova Aliança, deva entregar os dízimos. 


Levi, que recebia dízimos do povo de Israel, pelo sacerdócio levítico, pagou dízimos, ao sumo sacerdote Melquisedeque, por meio de Abraão. Se Levi, representando o sacerdócio levítico, paga dízimos, então, os sacerdotes atuais, pelo sacerdócio levítico, deveriam pagar os dízimos dos dízimos para o Sumo Sacerdote. Entretanto, aqui, pelo natural, conforme é interpretada para a doutrina dizimista, seria impossível, pois, não haveria como entregar o dízimo ao Sumo Sacerdote, que é Cristo. No sacerdócio levítico, Arão era o sumo sacerdote, figura do Sumo Sacerdote, que é Cristo. Arão, recebia o dízimo dos dízimos como oferta alçada ao Senhor, da mão dos levitas.


Livro de Números, capítulo 18:25–28, diz:

"E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
Também falarás aos levitas, e dir-lhe-ás: Quando receberdes os dízimos dos filhos de Israel, que eu deles vos tenho dado em vossa herança, deles oferecereis uma oferta alçada ao Senhor, o dízimo dos dízimos.
E contar-se-vos-á a vossa oferta alçada, como grão da eira, e como plenitude do lagar.
Assim também oferecereis ao Senhor uma oferta alçada de todos os vossos dízimos, que receberdes dos filhos de Israel, e deles dareis a oferta alçada do Senhor a Arão, o sacerdote."

Até que viesse Cristo, a lei do sacerdócio levítico deveria ser cumprida, conforme a compreensão natural, entendimento pela letra morta, ritualística.
Em Cristo, o sacerdócio é mudado e, a interpretação, também.


Senão, relacionando determinações da mesma lei, deveríamos, também, praticar a circuncisão, pois, Jesus também foi circuncidado e, diz no evangelho de Lucas capítulo 2, versículo 39:  "E, quando acabaram de cumprir tudo segundo a lei do Senhor, voltaram à Galileia, para a sua cidade de Nazaré."

É a mesma base de interpretação. Por causa da lei, Abraão entregou os dízimos para Melquisedeque e, por causa da mesma lei, que circuncidou Abraão, Cristo foi circuncidado. Se Abraão é o menor, e foi circuncidado, então, Cristo não poderia ser, por ser Sumo Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque.

Se mantenho o dízimo, devo manter a circuncisão.
Se Melquisedeque tipifica Cristo e recebe dízimos, muito mais ser circuncidado porque, o próprio Senhor Jesus Cristo, foi. É descabido dizer que, conforme a passagem acima, eu deveria imitar Jesus porque os seus pais assim fizeram, pois eles cumpriram a lei. É descabido, também, que eu deveria imitar Abraão porque ele assim fez para cumprir a lei.

Se, o ato da circuncisão significa consagrar um filho para Deus, separar e entregar o que pertence a Deus, muito mais deveria permanecer, a circuncisão, porque, estaria acima do dízimo que é entregar coisas materiais (interpretação natural, pela letra).
Nem poderia ser comparado. O valor de uma alma, que custou o sangue do Cordeiro de Deus, não se compara com coisas materiais e nem outra coisa qualquer no mundo, mas, faço isso para confrontar a diferença quando há interpretação no limite da letra, sem a interpretação revelada. 

Pela interpretação natural, no limite da letra, sem a revelação, torna-se descabido praticar o dízimo e não praticar a circuncisão. Abraão foi circuncidado "antes da lei", também.

Livro de Gênesis 17:26, 27
"Neste mesmo dia foi circuncidado Abraão e Ismael seu filho.
E todos os homens da sua casa, o nascido em casa, e o comprado por dinheiro do estrangeiro, foram circuncidados com ele."

A circuncisão entrou para a lei e, hoje, não se aplica aos nascidos em Jesus Cristo, mesmo que Jesus tenha sido circuncidado.


Carta aos Gálatas, capítulo 5, versículos 2, 3, 4 e 11, diz:
"Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará.
E de novo protesto a todo o homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei.
Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei: da graça tendes caído. (...)
Eu, porém, irmãos, se prego ainda a circuncisão, por que sou pois perseguido? Logo o escândalo da cruz está aniquilado."

A circuncisão hoje, pela interpretação revelada, é o Batismo nas Águas, ato através do qual se consagra um filho para Deus. Todo aquele que nascesse dentro da nação de Israel, que é o povo de Deus, já pertencia a Deus, e deveria ser circuncidado, não dependendo de esperar crescer para decidir se queria ser da nação de Israel. Com oito dias de vida deveria ser circuncidado. Se a semente é santa, o fruto é santo. Se os pais são santos, os filhos são santos, senão, de outra forma os filhos seriam impuros.


1 Coríntios 7:14, diz:
"Porque o marido descrente é santificado pela mulher, e a mulher descrente é santificada pelo marido, doutra sorte os vossos filhos seriam imundos, mas agora são santos."


Repetindo, livro de Gênesis 17:26, 2
"Neste mesmo dia foi circuncidado Abraão e Ismael seu filho.
E todos os homens da sua casa, o nascido em casa, e o comprado por dinheiro do estrangeiro, foram circuncidados com ele." 

Este texto do livro de Gênesis, pela interpretação revelada, está dizendo que: todos os homens da casa (todos os homens da igreja), os nascidos em casa (conforme nascido de pais santos, santificados – 1 Coríntios 7:14), e o comprado por dinheiro do estrangeiro (nascido fora de casa mas que recebe o evangelho e confessa Jesus Cristo), deve ser Batizado nas Águas. Ou aceitamos e cremos em Deus ou fechamos a Bíblia.

Deus permitindo, será publicado em livro um estudo mais abrangente sobre o Batismo nas Águas, além do contido no site. Para o Batismo nas Águas, impuseram condições e julgamentos que Deus não mandou, cerceando a entrada daqueles que querem entrar pela porta, submetendo-os sob pré condições de homens, anulando o caminho da graça, matando filhos desde o nascimento, por não consagrarem para Deus o Pai, conforme determina a Palavra de Deus. Apresentar filho é diferente de consagrar. Pode-se apresentar qualquer coisa, filho, não. Filho deve ser consagrado, separado, entregue para Deus. Não há possibilidade de divagação. Aqueles que tentam divagar, tentando encontrar alguma possível sustentação para manutenção do erro, começam inventar heresias e blasfêmias e doutrinas do, "eu acho assim", "minha opinião", "minha visão", e todo o tipo de perversão contra a Palavra de Deus.

1.b. Texto bíblico do padrão inquestionável 2: 
"Jacó prometeu dar o dízimo de tudo, e foi antes da lei."

Texto bíblico:
Gênesis 28:18 – 22 
"Então levantou-se Jacó pela manhã de madrugada, e tomou a pedra que tinha posto por sua cabeceira, e a pôs por coluna, e derramou azeite em cima dela.
E chamou o nome daquele lugar Betel, o nome porém daquela cidade era Luz.
E Jacó votou um voto dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestidos para vestir;
E eu em paz retornar à casa de meu pai, o Senhor será o meu Deus;

E esta pedra que tenho posto por coluna será a casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo."

Já meditou nesse voto de Jacó? Nada estranho?
Há certas estruturas de textos na Bíblia que estou certo, e, sem precisar ser doutor ou teólogo, afirmo que estão errados.
Esses erros não são identificados nas progressivas traduções mas, quando os textos são interpretados. Estou dizendo que os doutores não interpretam os textos que formam a Bíblia? Sim e não.

Isso se aprende pelo Espírito Santo e não pela letra.
No texto do voto de Jacó, estranhamente Jacó diz no versículo 21:
"...o Senhor será o meu Deus..."

Como? Se, Deus não atendê-lo, nas suas condições, o Senhor não será mais o seu Deus? Ou, Jacó não queria dizer: "Deus não está comigo nesse negócio". "Estou fazendo algo que Deus não aprova."
Prosseguindo, como fazer voto de algo que, no tempo de Jacó, era obrigação fazer pela lei, ou seja, dar o dízimo? Fazer voto de obrigação da lei?
Ou, no tempo de Jacó, ainda não havia a obrigação extrema da lei, mas, só
posteriormente em Moisés? Não, lei é lei, mesmo, ainda, quando Deus falava já era lei, antes de ser escrita.
Compreende a dissonância e ambiguidade de textos “estranhos”?
Poderia eu fazer voto dizendo:
"Se
Deus me fizer bem com este assunto, então, irei amá-lo."

ou
"Se Deus me ajudar nisso, serei fiel para meus filhos e esposa."
Compreende a dimensão das palavras e as frases? Esse dízimo de Jacó só seria entregue muitos anos após, quando retornasse para casa de seu pai.
(até agora não descobri como, onde e quando Jacó entregou esse dízimo).
Se Jacó já era dizimista, que sentido dar outro dízimo?
Como fazer voto daquilo que a lei do Velho Testamento obriga fazer?
Um dízimo produto de voto. Um dízimo extra?


Observação: Arrisco escrevendo assim porque os lobos e mercenários da Bíblia podem aproveitar a questão e transformar o dízimo extra em ensino bíblico para tirar mais dinheiro do povo dizimista.


1.c. Texto bíblico do padrão inquestionável 3: 
"Aquele que não entrega o seu dízimo é ladrão, pois está roubando a Deus."

Texto bíblico:
Malaquias 3:7–12
"Desde os dias de vossos pais vos desviastes dos meus estatutos, e não os guardastes; tornai vós para mim, e eu tornarei para vós, diz o Senhor dos Exércitos; mas vós dizeis: Em que havemos de tornar?
Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas.
Com maldição sois amaldiçoados, porque me roubais a mim, vós, toda a nação.
Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento em minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma benção tal, que dela vos advenha a maior abastança.
E por causa de vós repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; e a vide no campo vos não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos. E todas as nações vos chamarão bem-aventurados, porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos."

Pergunta:
O Deus Altíssimo, na sua dimensão de glória eterna, inaudita, estaria, estranhamente, colocando-se no mesmo nível de um homem natural e miserável, sendo intolerável com o dinheiro "dele"?
Compreenda para qual dimensão conduz uma interpretação, pela letra, ou interpretação natural da Palavra de Deus. Inicialmente, tente, apenas tente, imaginar, a glória e poder de Deus e de tudo o que criou.




Acima, uma foto da Via Láctea, que é apenas uma galáxia em relação às outras incontáveis galáxias existentes. O Sol, que faz parte do sistema solar, onde está o planeta Terra, nossa habitação atual, é apenas um ponto dentro dessa Via Láctea. Incontável número de estrelas formam uma galáxia e, ainda, existem, outras tantas incontáveis galáxias no Universo.

E Deus? O Altíssimo, glorioso, poderoso, eterno, perfeitíssimo, luz inacessível, criador, estaria agora, obcecado e intratável, impondo uma inquisição, exigindo implacavelmente uma mesquinharia materialista, capaz de mandar para o inferno, fechando os olhos, alguém que, não entregar o dízimo, mesmo tendo custado o preço do sangue do Filho?


Se Jesus Cristo, o Filho amado, deixou a sua glória para pagar o preço pela salvação da nossa alma, que vale mais do que o mundo todo existente, que poder estranho é este dado ao dízimo, e, dinheiro, de modo genérico, fazendo desse "santo" ou "deus", um substituto de Cristo, um mediador e advogado?
O preço de uma alma vale mais que o mundo inteiro, e, por ser mais que o mundo
inteiro, somente alguém acima e de inatingível valor poderia pagar esse resgate.
Como, agora, estabelecer um preço terreno que seja substituto e mediador, acima do Senhor Jesus Cristo?
Seria Deus Pai imbecil e idiota? Teria Deus Pai raciocínio de homem?
Seria Deus Pai miserável igual o homem?
Diante da Palavra de Deus, essa interpretação e entendimento tem origem diabólica e perversa, cheia de astúcia de enganos. Comum e terrorista, no meio das igrejas dizimistas a seguinte frase: "Se, não entregar o santo dízimo, perde a salvação da alma, e Deus, em nada, pode ajudar você."


Isso é blasfêmia!
O livro do profeta Malaquias, interpretando pelo espírito do homem natural, pela interpretação na letra, está se referindo aos itens materiais que Deus disse para entregar como dízimos.

O livro do profeta Malaquias, interpretando pelo Espírito Santo, pela interpretação revelada, está se referindo ao que é eterno, e pertence a Deus.

Perguntas:

Deus está preocupado com dinheiro ou com almas?
Deus está preocupado com a sua Casa cheia de dinheiro e mantimento natural ou uma Casa cheia de filhos, os santos e dons?
A assistência material que se faz aos santos e ao sustento para a obra de Deus, são distintos desse engano doutrinário.
Por isso, a lei do Velho Testamento, são Sombras das Coisas Futuras ou Sombras dos Bens Futuros. (Hebreus 10:1; Colossenses 2:17).
O breve trecho do texto que vimos acima do livro do profeta Malaquias fala das consequências em não entregar o que é de Deus.


Perguntas:
O que é de Deus? Dinheiro ou alma (filhos de Deus)?
O dinheiro pertence e exalta os filhos de Deus ou os filhos deste mundo?
A Casa de Deus é rica em dinheiro com as vaidades da carne ou rica da
glória de Deus?
A glória de Deus é o céu, a glória de Satanás é este mundo.
Deus não precisa e nem é exaltado pelo dinheiro, senão, a Palavra de Deus é uma mentira e Jesus Cristo ensinou falsidade e falsa modéstia.
Outra frase conhecida diz: "Entregue o que é de Deus".
Ou seja, esse dinheiro pertence a Deus, não é seu.
Se sou, verdadeiramente convertido e, fui ensinado conforme a interpretação verdadeira da Palavra de Deus, sei que, nada neste mundo, neste reino, me pertence, e, muito menos a Deus, pois, este mundo jaz no maligno e já está condenado para ser totalmente destruído. Ou enganaram você dizendo que aqui será o paraíso?


Evangelho de João 12:36, Jesus diz:
"Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui."

Sei, também, que sou peregrino em terra estranha, ou seja, este mundo tem um principado e eu não pertenço a este mundo, sou filho de Deus e meu reino é o reino de Deus.

Medite na dimensão miserável da frase: "Entregue o que é de Deus".
Por causa da falsa interpretação essa frase somente vem com intenção de coagir, amedrontar, intimidar, como se Deus estivesse dizendo para você:
"Dá o meu dinheiro senão... senão... vai se ver comigo!"  Você está vivendo na dimensão miserável e blasfema dessa interpretação da doutrina dizimista?

Se a Casa de Deus estiver cheia de honra e verdade e um povo dedicado em amor à obra, muito, de modo verdadeiro, será feito, muito mais do que vemos hoje. Não será uma obra levantada com dinheiro fruto de coação, corrupção e falsa doutrina dissimulada de fé, sem amor, uma fé cheia de maldições e mentiras.
Um povo que ama verdadeiramente a Deus não depende de coação e intimidação da lei do Velho Testamento que amaldiçoa e mata o transgressor, ainda mais com falsa interpretação e abusos de homens corrompidos e corruptos de entendimento.
O povo de Deus, igreja de Jesus Cristo, não depende do sistema do mundo para a obra resplandecer, pois, tudo flui graciosamente e, se há necessidade de recursos financeiros, certamente serão providos de modo “limpo e justo” para a glória de Deus. A obra do Espírito não se compara à obra da carne.
Quando o dinheiro é sujo e de origem injusta, a obra é falsa.
Basta observarmos o que temos por aí no meio chamado evangélico.
Fazem igual ou pior que os ímpios. E pensam que estão salvos por causa dos
sinais que se manifestam. (Mateus 7:21...)
O maior roubo que se faz contra a Casa de Deus, os Céus, conforme o profeta Malaquias quer expressar é o roubo das almas que pertencem a Deus.
Deus não está preocupado com dinheiro desse mundo corrupto e pervertido, mas, sim, está preocupado com os seus filhos que estão sendo roubados na/da sua Casa dos tesouros eternos.
Pais que deveriam consagrar seus filhos para o ministério, para Deus fazer sua vontade, mas estão preocupados e criando filhos conforme a vontade do mundo. Ao invés de, prepararem para entregar os filhos para exercerem a obra de Deus, por estarem sem entendimento das verdades de Deus, estão preocupados com o emprego secular, as coisas dessa vida, o futuro neste mundo. Emprego, casar, ter filhos, ter casa, carro, conta em Banco...
E Deus??? O que pertence a Deus é o seu filho, sua família, os frutos colhidos no campo pela semeadura da Palavra de Deus, o evangelho da graça de Jesus Cristo, que ao seu tempo gera frutos, filhos, dons, e disso você dá o seu dízimo, com mãos cheias.
Deus não quer o dízimo do dinheiro, essa interpretação, é a letra que mata e rouba de Deus, os filhos.


1.d. Texto bíblico do padrão inquestionável 4: 
"O próprio Senhor Jesus disse que além de outras coisas, deveríamos, também, entregar os dízimos."

Texto bíblico:
Evangelho Segundo Mateus, 23:23
"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro
e o cominho,
e desprezais o mais importante da lei: o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas."

Livro de Neemias 12:44, diz:

"Também, no mesmo dia, se nomearam homens sobre as câmaras, para
os tesouros, para as ofertas alçadas, para as primícias e para os dízimos, para
ajuntarem nelas das terras das cidades, as porções
designadas pela lei para os sacerdotes e para os levitas; porque Judá estava alegre por causa dos
sacerdotes e dos levitas que assistiam ali."



É enfatizado o final do versículo 23 de Mateus 23:
"...deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas..."


Ou seja, aqueles, com quem Jesus falava, deveriam, além do juízo, a misericórdia e a fé, também, entregar o dízimo. Ou, deveriam entregar o dízimo e não deixar o juízo, a misericórdia e a fé.

Em ordem:

Primeiro: Nesta passagem da Bíblia, Jesus está tratando com "Escribas e Fariseus" - este detalhe é imprescindível, pois, quando tratamos de assuntos com determinadas pessoas, sabemos o que são, e como devem ouvir conforme entendem.
Uma frase equivalente para o versículo 23 seria:
"Escribas e fariseus já que vocês guardam a lei e vivem pela lei, então, deveriam atentar para os outros detalhes mais importantes da mesma lei."



Por essa razão, Jesus disse que, deveriam cumprir um e não omitir o outro, já que eram rigorosos e exigentes segundo a lei do Velho Testamento, a lei de Moisés. Compreendeu?
 
Jesus, trata(va) com os escribas e fariseus com a sabedoria da verdade real com discernimento e interpretação revelada, e não pelo entendimento da aparência, do que parece ser conforme o homem natural.

Lembra da sabedoria e reta justiça de Jesus quando argumentou com aqueles que pretendiam apedrejar a mulher que flagraram em adultério? Sim, segundo a reta justiça. Mas, a lei é implacável. (Evangelho de João 8:1–11)


Sendo tão implacáveis, além de dizimar segundo a lei, cumpram os outros mandamentos mais importantes da mesma lei.
 

Segundo: Antes de considerar a frase final do versículo 23, conforme vimos, devemos, antes, considerar a frase anterior que diz: " ... pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei ... "
 

Sim, o "mais importante da lei". Agora entende porque é imprescindível o detalhe de que Jesus estava tratando com escribas e fariseus?
Se cumprem um item da lei, também, sejam cumpridos todos os outros.


Terceiro: Jesus julgou os escribas e fariseus como hipócritas.
Exemplos de hipócritas:
- Alguém que não conhece a verdade da bíblia e exige dos ignorantes da Palavra o seu cumprimento à risca. São opressores.
- Exigem dos pobres e regalam-se em deleites com o dinheiro tirado deles.
- Tira o dinheiro suado que seria usado para comprar o leite do pobre e sua criança e, transforma esse dinheiro, em coca-cola para saciar a sua sede na cantina.
- Usa o dinheiro tirado do pobre e paga a conta do seu serviço da net, sky, seja lá qual for.
- Do dinheiro pouco do pobre que se abana com papel ele compra um ar condicionado;
- Do dinheiro da condução do pobre ele atualiza o seu carro do ano.
- Do dinheiro para o feijão com arroz do pobre ele faz um banquete para o encontro anual dos líderes poderosos da igreja de Jesus Cristo no melhor hotel da cidade, 10 estrelas... 100 luz
...e tantas outras...
 

Alguém, mais uma vez, pode gritar neste momento e dizer: "E as boas obras que a igreja faz? Você não vê isso? Só vê o lado ruim?"
 

Certamente reconheço as boas obras, certo que, boas obras mesmo não sendo crente uma multidão tem feito, e, muito mais. Um traficante dos famosos morros sustentam a comunidade com dinheiro de injustiça.
 

Sustentar um ministério com dinheiro de sofrimento de pobres e ignorantes, exigir e tirar deles com erro, violência, pecado e blasfêmia, ao invés de dar para eles, é dinheiro de injustiça também. O Senhor Jesus não tem conivência com esse tipo de obra.
 

Quarto: As denominações pentecostais, mundialmente conhecidas e tradicionais, Assembleia de Deus, Deus é Amor e outras não pentecostais, que usam desse versículo para sustentar o dízimo, são contra aqueles que guardam o dia de sábado, os adventistas do sétimo dia, ao ponto de julgá-los como uma seita.
 

Agora, se fosse correto o argumento que usam para o dízimo, baseado em Mateus 23:23, deveriam também, aplicar a guarda do Sábado para suas denominações. Releia o texto de Mateus 23:23 e mude o foco do assunto, de dízimo passe para o dia de sábado, pois a origem dos focos e o contexto interpretativo, é a mesma situação, ou seja... a lei do Velho Testamento.

Mateus 12:1-8, diz:
"Naquele tempo passou Jesus pelas searas, em um sábado; e os seus discípulos, tendo fome, começaram a colher espigas, e a comer.
E os fariseus, vendo isto, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer num sábado.
Ele porém, lhes disse: Não tendes lido o que fez Davi, quando teve fome, ele e os que com ele estavam?
Como entrou na casa de Deus, e comeu os 

pães da proposição, que não lhe era lícito comer, nem aos que com ele estavam, mas só 
os sacerdotes?

Ou não tendes lido na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado, e ficam sem culpa?
Pois eu vos digo que está aqui
quem é maior do que o templo.
Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício, não condenaríeis os inocentes.
Porque o Filho do homem até do sábado é Senhor."


Basta meditar uma pela outra: é a mesma situação em diferentes itens da lei do Velho Testamento.
Sendo, o sacerdócio de Jesus Cristo, maior que o sacerdócio levítico do templo terreno, ele é maior do que a lei. Por isso, até do sábado ele é Senhor.
Ele não guarda a lei de Moisés, pois, o sábado da lei de Moisés é o sábado terreno, natural. O sábado do Senhor é eterno. Ele é o Senhor desse sábado eterno, quando de tudo se descansará, depois do fim de tudo. No sábado eterno, Deus não trabalha, cessam todas as obras, tudo volta para a situação de paz e eternidade, com a finalização de todas as coisas.
 

Se você não está enquadrado acima continue em paz, continue na sua santa, imaculada e irrepreensível caminhada da fé. Então, no que diz respeito ao texto bíblico de Mateus 23:23, reinterpretado, o argumento que apresentam para sustentar o dízimo, está errado.

1.e. Texto bíblico do padrão inquestionável 5:

"Que o dízimo continuou sendo entregue no tempo dos apóstolos."

Texto bíblico:
Hebreus 7:8
"E aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de que se testifica que vive."


A expressão "aqui", que destaquei, é interpretada de modo a tentar convencer e justificar a entrega do dízimo, no sentido de que os dízimos continuavam sendo entregues já no tempo de Jesus Cristo, fazendo parte da doutrina dos apóstolos. Entretanto, essa passagem, não identifica aqueles que estavam recebendo os dízimos.


Estes "homens que tomam dízimos", que são homens que morrem e continuavam recebendo os dízimos, podem ser identificados como aqueles que, segundo a lei do Velho Testamento pelo sacerdócio levítico, tomavam dízimos do povo, aqueles que permaneciam na lei da Velha Aliança, administrando as coisas no templo pelos procedimentos da lei.


O texto não permite afirmar que eram os apóstolos e líderes da igreja de Jesus Cristo que estavam tomando os dízimos do povo.


1.f. Texto bíblico do padrão inquestionável 6: 

"Dai a César o que é de César e, a Deus, o que é de Deus."
Dízimos - O Tributo de Deus, para ser, ter e usufruir.

Evangelho de Mateus, capítulo 22, versículos 15 ao 22, diz:

"Então, retirando-se os fariseus, consultaram entre si como o surpreenderiam nalguma palavra;
E enviaram-lhe os seus discípulos, com os herodianos, dizendo: Mestre, bem
sabemos que és verdadeiro, e ensinas o caminho de Deus, segundo a verdade, e de ninguém se te dá, porque não olhas à aparência dos homens.
Dize-nos, pois, que te parece? É lícito pagar tributo a César, ou não?
Jesus, porém, conhecendo a sua malícia, disse: Por que me experimentais, hipócritas?
Mostrai-me a
moeda do tributo. E eles apresentaram um dinheiro.
E ele diz-lhes: De quem é esta efígie e esta inscrição?
Dizem-lhe eles: De César. Então ele lhes disse:
Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.
E eles, ouvindo isto, maravilharam-se, e, deixando-o, se retiraram."

Também, este texto sobre o tributo, encontra-se no evangelho de Lucas, capítulo 20, versículos 19 ao 26.

Esta frase, "Dai a César o que é de César e, a Deus, o que é de Deus", é empregada, também, como frase de efeito, soando uma finalização
inquestionável referente aos dízimos.
Essa palavra do Senhor Jesus Cristo, identifica, revela e determina, a
incompatibilidade entre, o ser e o ter, pelo preço do reino dos céus e, o ser e o
ter, pelo preço do reino deste mundo.
O Senhor Jesus, no momento em que espias vieram encomendados para um mal, perguntaram-lhe: "É lícito dar tributo a César, ou não?" Em seguida, o Senhor pediu para que mostrassem uma moeda e perguntou: "De quem é a imagem e inscrição?", e responderam: "De César", e disse Jesus: "Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus."
O Senhor Jesus, nesta palavra, está dizendo, nas entrelinhas que, aos da terra, dê o que lhes pertence, pois, neste mundo, paga-se para ser e ter. Mas, o Senhor Deus, se os da terra soubessem, é o dono de tudo e Senhor sobre tudo, tendo poder sobre tudo e, quem crê, é livre de tributo, mas, estando no mundo, pague o que é devido, aos da terra. Pague o que é devido aos homens do mundo. Para Deus, a única dívida, é o amor, o mesmo amor com que Ele nos amou, entregando o seu próprio Filho.
Romanos 13:8, diz:

"A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei."


Acrescentando, Mateus 17:24–27, também sobre tributos, diz:
"E, chegando eles a Cafarnaum, aproximando-se de Pedro os que cobravam as didracmas, e disseram: O vosso mestre não paga as didracmas?
Disse ele: Sim. E, entrando em casa, Jesus se lhe antecipou, dizendo: Que te parece, Simão?
De quem cobram os reis da terra os tributos, ou o censo? Dos seus filhos, ou dos alheios?
Disse-lhe Pedro: Dos alheios. Disse-lhe Jesus: Logo, estão livres os filhos;

Mas, para que os não escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, tira o primeiro peixe que subir, e, abrindo-lhe a boca, encontrarás um estáter; toma-o, e dá-o por mim e por ti."

O dízimo é o tributo para poder ser, ter e usufruir.
Tributo é, segundo os dicionários: imposto de caráter geral e obrigatório que o poder público exige, direta ou indiretamente, de cada cidadão e das empresas; taxa; contribuição.
Os homens, sorrateiramente, anularam o amor e, impuseram a doutrina do dízimo como um tributo, sem o qual, perde-se qualquer direito de ser e ter e usufruir, diante de Deus. A dívida do nosso resgate, que é o Senhor Jesus Cristo, segundo a doutrina do dízimo, foi insuficiente e, por isso, foi colocado um tributo para que alguém possa alcançar direitos de alguma coisa diante de Deus Pai. Pergunta: Qual direito teria alguém diante do Deus vivo?

Diante do que se conhece por pesquisas, há um direcionamento de que, as didracmas cobradas em Mateus 17:24-27, sejam o imposto anual que o judeu pagava ao tesouro do templo de Jerusalém. Mas, sendo ou não este o significado das didracmas cobradas, a interpretação torna-se ampla, compreendendo, inclusive, tributos do mundo, conforme considerado para o texto de Mateus, capítulo 22. Cumprir um ritual da lei de Moisés, nos dias de hoje, é, paralelamente, uma atitude conforme o mundo, conforme homem natural, sem Deus.

No texto, observamos Jesus e Pedro dialogando:
"...De quem cobram os reis da terra os tributos, ou o censo? Dos seus filhos, ou dos alheios? Dos alheios... Logo, estão livres os filhos; Mas para que não escandalizemos...".

A essência das Palavras de Jesus nos seus diálogos é sempre enfocada na interpretação revelada do Velho Testamento, ou seja, Jesus apresenta não a interpretação da letra natural, mas a letra espiritual, expondo a revelação embutida nas Escrituras.
Jesus é enfático e sem divagação teológica, quando diz que, "tributo deve ser pago por quem é alheio, estranho, estrangeiro".
Neste mundo, enquanto não viesse Jesus, a lei da Velha Aliança, continuava sendo cumprida pela letra, sendo o templo terreno temporário até que fosse destruído e, o verdadeiro templo, fosse levantado. 

Ver evangelhos de Mateus 24:2; Mateus 12:6; João 2:19.

Jesus é o Senhor e, os filhos de Deus são herdeiros com Ele do reino dos céus, onde está, e, é o verdadeiro templo de Deus. Sendo Jesus o templo da glória de Deus. O Senhor Jesus recebe a adoração, o louvor e as ações de graças. Por amor, fomos alcançados com tão grande e impagável misericórdia.
Para ter direito ao templo, um filho herdeiro não paga imposto ou tributo financeiro, como forma de poder ser alcançado, ou, alcançar o favor de Deus. Um filho de Deus não é estranho, alheio ou estrangeiro.
O templo é o Senhor Jesus. Seu amor e graça nos concedeu vida eterna e reconciliação com Deus Pai.
Por isso Jesus diz: "Para que os não escandalizemos", até que tudo se cumpra e venha a ser levantado o templo do Senhor, vai e paga conforme o limite do que compreendem ser o certo dentro da lei.

A aplicação da doutrina dizimista, faz do dízimo, um imposto, um tributo que, para os filhos herdeiros com Jesus Cristo, não é compatível. Um filho de Deus, herdeiro, está isento de tributo, porque, o valor da sua justiça está sobre o Senhor Jesus Cristo. Jesus Cristo é a justiça e justificação de um filho de Deus. O Senhor Jesus Cristo é a justiça de Deus Pai, através de quem propicia todas as coisas, nos céus e na terra. Para ser e ter, para Deus Pai, somente através do Senhor Jesus Cristo, o Filho unigênito, o único mediador. Em Jesus Cristo foi encerrada toda a dívida, e, mesmo ainda, estando no mundo, para os filhos do mundo, um filho de Deus nada deve. Mas, estando no mundo, cumpre os tributos terrenos, pelo tempo de peregrinação por esta terra.

O tributo da doutrina dizimista é exigido com regularidade de formas diversas: desconto em holerite, boleto, cartão de controle do dizimista, enfim, só falta colocar o código de barras na mão.
Por qual razão, verdadeira, a preocupação com o controle da entrega dos dízimos? A alma do dizimista ou dinheiro nos Bancos da igreja?
Diante do que está sendo progressivamente provado, o recebedor do tributo não está preocupado com a alma do membro, pois, se não entregar o dízimo será chamado de ladrão e, tratado como um estranho, estrangeiro, alheio, sem misericórdia. A liderança só quer saber se o dinheiro foi entregue.
A liderança, conforme a lei de Moisés, sem misericórdia, incumbe-se de cobrar,
cobrar, cobrar, aterrorizar, amedrontar, perseguir, humilhar, tratar com acepção, acusar, promover inquisição, senão, não poderá ser e nem ter. Estar sentado no banco da igreja dizimista, está custando tributo. Entrar e sentar no banco da igreja dizimista, já tem um preço: tributo chamado dízimo. Não é por amor que aquele banco está ali, tem um preço. Igreja dizimista não ama de graça e por graça. Sem dinheiro, fica sem graça.
Para ser e ter, somente com o pagamento de tributo, da mesma forma como se faz no mundo. Já perceberam isso? Muda apenas o ambiente ou cenário do tributo recolhido.

Fortalecendo a doutrina da falsa graça evangélica, os lobos e mercenários da fé inflamam o pecado.
Além do erro e pecado da doutrina dizimista, da falsa graça evangélica, cada um
fala o que bem entende e, ninguém se levanta. Há uma estranha aceitação
silenciosa, como ovelhas submissas e cativas no meio de lobos e perversos enganadores.
Você conseguiria imaginar a presença de um dos apóstolos do Cordeiro em uma reunião desses falsos e enganadores?
Os discursos são sempre os mesmos quando surgem argumentações contrárias ao dízimo e sua doutrina.
No início da caminhada da fé aprendi do Senhor que deveria orar diante de todas as divergências que encontrasse sobre os ensinamentos da Palavra de Deus e, continuo fazendo. Pelo Espírito de Deus não pode haver divergência, confusão, divisão, blasfêmia, hipocrisia, mentira e dissimulação.
O assunto dízimo, quando iniciei a caminhada da fé, incomodou muito diante das divergências de ensinamentos que os diversos ministérios e denominações chamadas evangélicas apresentavam propondo provar que o dízimo ainda permanecia para o povo de Deus. 

Das explicações que ouvia de diferentes denominações que se chamam evangélicas sobre o mesmo assunto dízimos e, as sustentações apresentadas, usando, inclusive, a Bíblia Sagrada, para provar que o crente é obrigado a pagar-dar-entregar o dízimo, em obediência cega, sem questionamentos, geraram mais confusão do que esclarecimento real.
Assisti e, ainda vejo, verdadeiras peripécias e malabarismos usando a Bíblia Sagrada, que é santa e incorruptível, para tentar provar a doutrina do dízimo, que chega à beira do ridículo, do absurdo, profano, blasfemo, diante de um povo que está desejoso da verdade de Jesus Cristo, a Palavra de Deus. O povo está querendo encontrar o verdadeiro Jesus Cristo, não esse jesus mercenário e lobo que para fazer algo, somente com dinheiro na mão. 

Tentarei evitar citar nomes, mas, aqui uma observação necessária.
Sabemos que existe uma palavra muito adequada, mas usada na maioria das vezes de modo conveniente chamada "ética".
Mas, diante de certas circunstâncias essa palavra não serve, porque estarei sendo um conveniente e conivente com verdadeiras aberrações bíblicas que, conforme a Palavra ensina e defendo com zelo, estarei prevaricando e omitindo diante de pessoas desonestas e fraudulentas, pessoas que abusam da inocência dos simples, verdadeiros lobos que comem as ovelhas até os ossos.

Os lobos abusam descaradamente, publicamente, sem pensar que existe ética, muito menos amor, e pior, usando o nome santo do Senhor Jesus Cristo.
 
Na Bíblia Sagrada, Jesus Cristo, os profetas, os apóstolos e todos aqueles que piamente andaram nas pisadas do Senhor, seriam os mais antiéticos, pois, falavam a verdade e, se houvesse algo errado no meio de convívio seria prontamente identificado, providências e decisões tomadas. Não havia medo de homem, mas amor e temor a Deus. E, tudo o que não é de Deus, que ensina erro, falsa doutrina e pecado, tem nome, para que as ovelhas do Cordeiro saibam e identifiquem quem são e, onde estão.
 
Esses que cobram a tal ética, fazem o mesmo, mas, quando eles são o alvo dos questionamentos e desmascaramentos, usando as poderosas frases de efeito em seus discursos inflamados, ressuscitam a falsa ética e falsa moral.
 
Quando necessário serão citados nomes de enganadores, mercenários e lobos incluindo suas denominações, que seduzem ovelhas sem entendimento bíblico, para devorá-las.

Para confirmar o parágrafo anterior, faço o acréscimo da expressão mentira. Sim, todo enganador mente e falseia a verdade com astúcia e dissimulação. Para chegarmos neste nível, pregar e ensinar mentira bíblica e nem se preocupar, sabendo que está mentindo, os que conhecem a Bíblia sabem quem é o pai da mentira.
Há uma diferença extrema entre:
Saber o que diz, mentindo, e, não saber o que diz, por ignorância.
Entre tantos, um famoso pregador e líder ministerial, da Igreja Pentecostal Deus é Amor, aqui em São Paulo, dias atrás inflamava uma multidão com uma pregação sobre Jacó e, vejam a dimensão da situação em que vivemos.
O extremo da situação é o povo confirmando a pregação com Amém, Aleluia...
Relacionei abaixo algumas frases da pregação desse "homem de Deus":
 
- O dizimista tem orientação de Deus e quem não é dizimista Deus não pode orientar ele, porque tem uma mente fechada para ter um melhor salário, ter melhor ganho, ter a prosperidade;
- Aquele que dá o dízimo, Deus dá porção do Espírito Santo para ele, uma porção dobrada do Espírito Santo e tudo que ele quer fazer, faz e dá certo;
- Tudo que faço dá certo porque o dizimista tem aprovação de Deus;
- Depois que passou a ser dizimista, Deus deu dois apartamentos para ela, um no Rio e outro em Paris;
- Que Jacó recebeu inteligência para prosperar na casa de Labão, porque era dizimista, iluminando a meditação de Jacó;
- Que Jacó, por ser dizimista, tinha mais intimidade com Deus para pedir orientações de como fazer certas coisas;
- Labão não dava o dízimo e Jacó dava, por isso a diferença;
- Deus era com Jacó porque ele era dizimista;
- Labão confiava em Deus mas não acreditava nos estatutos dos dízimos de Deus;
- Quem não é dizimista não tem direito de o anjo vir ao encontro dele não (Jacó no Vale de Jaboc);
- Que Jacó dizia ao anjo na luta que era dizimista e por isso estava com a força para lutar com o anjo;
- Por que o dizimista tem mais força do que o anjo de Deus;
- Como assim? Porque o Espírito de Deus é mais forte que o anjo;
- Para quem não é dizimista o dinheiro nunca sobra, mas para o dizimista de Deus o dinheiro nunca falta;
- Deus não abre mão de maneira nenhuma dos 10% de tudo o que Ele nos dá.
 
Milhares de pessoas ouvindo essa pregação.
Milhares de pessoas gritando: Amém, Glórias, Aleluias... Amém, Amém...
Um líder com dezenas de anos de ministério, pregando e ensinando isso!?
 
Engana o povo usando a Bíblia! A não ser que, tenha aprendido ou interpretado errado. Não ... é mentira mesmo ...
 
É o Espírito Santo quem dá essa inspiração?

Pega-se qualquer trecho da Palavra de Deus para transformá-la em indução para arrecadação de dinheiro, sem preocupação com a graça e a verdade. É comum em qualquer igreja chamada evangélica tomar textos da Bíblia para o momento da ministração dos dízimos e das ofertas. Texto comum, também, está no livro de 1 Reis 17:8 à 16, o profeta Elias e a viúva de Sarepta, e tantos outros que você leitor, talvez conheça.
 
Tendo em vista que em alguns ministérios chamados evangélicos, os obreiros tiram o seu salário ou comissão de uma porcentagem do que se arrecada, então, quanto maior a arrecadação, maior o ganho. A igreja matriz cobrando maior arrecadação, se a arrecadação é baixa a igreja não tem a bênção de Deus, o obreiro está reprovado, etc, e, a santidade e temor a Deus perdendo de vista ou, nunca teve, são falsos e mercenários, negociantes da fé evangélica.
Este texto foi extraído do livro Idolatria Evangélica, do irmão Sergio Luiz Brandão.
Será uma bênção para sua vida, assim como foi para a minha.

Paz ao seu coração.

Bia


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